A árvore da vida
Assisti ao filme “A árvore da vida” do norte-americano Terrence Malick, ganhador da Palma de Ouro em Cannes, agora em maio. Ou o filme está além do que é possível, ou eu estou aquém do que é necessário. Ou, talvez, ambos. A abertura inicial é linda quando ocorre uma citação do Livro de Jó , do Antigo Testamento , onde Deus pergunta, "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? ... Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?" Uma luz misteriosa e vacilante, que lembra uma chama, emerge. Esta parte é fantástica, por que de cara demonstra o tamanho ínfimo do homem diante de Deus. Aí Malick acertou em cheio. Adoro de paixão o Livro de Jó. Também é adorável, como parte da cena inicial, o momento em que a matriarca da família O'Brien diz que na vida temos que optar em viver pela graça ou pela natureza. Lá, generosidade, compaixão, misericórdia, aqui, egoísmo, desejo incontido, ferocidade. No filme a mãe representa a graça e...