Ser livre nos dias atuais
Quando se pergunta a qualquer leigo o que ele entende por liberdade, a resposta é imediata, “fazer o que se quer”. Theodor Adorno (1903-1969) bem representou esse desejo: “A liberdade não consiste em escolher entre o branco e o preto, mas em subtrair-me desta escolha pré-definida”. De fato, o homem marcado pelo pecado original já não se reconhece mais como criatura, mas sim, como dono de seu destino. O homem “emancipado” de Deus não vislumbra um mal ou um bem “a priori”, tudo são nossas escolhas. O homem é sem essência, pura criação de si mesmo, logo, condenado a liberdade ─ diz Sartre. Ser livre, então, é poder dizer não nos moldes de que vieram preconizar os hippies dos anos 60, ou seja, “faça do seu jeito”. No fundo ser livre é querer ser deus, razão pela qual a marca das relações interpessoais neste caso é a rivalidade, porquanto sendo eu o autor único de minha vida todos os demais são meus coadjuvantes, por decorrência, o “inferno é o outro”, novamente cito Sartre. Na v...