João Paulo II e minha conversão
Quando João Paulo II morreu em 02/04/2005 eu estava vivendo o início de minha conversão. Fui criado em uma família com vivência católica moderada, digamos assim. Na adolescência passei ao largo da religiosidade, e na Universidade (UCP) tinha lapsos de religiosidade, máxime nos períodos de prova, risos, quando me lembrava de nossa Capela e de Nossa Senhora do Sion. Enfim, até então fui um católico de fachada.
Após 15 anos de análise freudiana/lacaniana, dos 25 aos 40 anos, encerrei minha análise justamente no início de 2005, meses antes da morte de João Paulo II. Lembro-me que dias após o fim da análise entrei na Igreja Matriz São Sebastião aqui em Três Rios e senti uma leveza na alma até então desconhecida por mim. Assisti a uma missa e saí encantado, estava assim sem saber me convertendo de fato ao catolicismo, voltando para o meu lar bem ao estilo da parábola do filho pródigo.
Acompanhei os funerais do Grande Papa João Paulo II já como convertido, portanto curado de Leonardo Boff, Frei Betto, PT, PDT, Caetano Veloso, Chico Buarque, Lula, marxismo, teologia da libertação etc. Logo, livre, feliz e com os olhos clarificados e lacrimejados, aberto à realidade que se mostrava toda a mim como nunca antes.
De maneira que assim, libertado, emocionei-me muito com aquela admiração ao Papa e comigo refletia: - como pude passar tanto tempo afastado de coisa tão maravilhosa? De modo que não vivi a fé durante o pontificado de João Paulo II. Cantei muito a “Benção João de Deus”, porque no maracanã sempre foi muito utilizada pelo meu flusão, mas não tinha a exata noção do que fazia João Paulo II pela Igreja e pela paz no mundo.
Mas vendo aquele funeral, naquela tarde de 02/04/2005 passou em minha mente e sobretudo em minha alma a importância daquele Papa polonês que encantou o mundo durante 25 anos e também de seu combate figadal contra o comunismo, a teologia da libertação, o marxismo, o capitalismo voraz, as desigualdades sociais etc. De 2005 para cá cresci na fé, na esperança e no amor. E fui novamente agraciado em 2007 quando conheci o OPUS DEI, um enorme encontro. Tudo estava consumado como disse Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.
Neste domingo agora, o Papa João Paulo II será beatificado, e pela graça de Deus encontro-me em outro patamar, num profundo sentimento de reverência ao amado Papa Bento XVI e em ligação e pertencimento sereno à minha querida Igreja Católica.
Beato João Paulo II, rogai por nós!
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